A morte de João Pedro: O que realmente aconteceu?

A morte de João Pedro: O que realmente aconteceu?

Destaque

As versões da Polícia não batem com o que contaram as testemunhas do homicídio.

Hoje é dia de luto. Nas redes sociais, circula mais uma notícia que chega a doer: outra criança morta pela Polícia do Rio de Janeiro. Dessa vez, a vítima foi João Pedro, um menino de apenas 14 anos, assassinado durante uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo-RJ.

Segundo confirmado pelos pais de João, a polícia chegou atirando e jogando granada, sem perguntar quem era. São poucas as informações coletadas até agora sobre o que ocorreu no momento após invadirem a casa da família, já que o menino ficou desaparecido por 12 horas, após ser levado pela polícia. Segundo a tia:

“Quando conseguimos chegar na casa, as crianças já estavam do lado de fora, no muro, e os policiais dentro da casa dizendo que nós não poderíamos entrar. Um dos meninos que estavam na casa começou a gritar quando a polícia entrou, avisando que ali havia crianças e uma menina na casa. Depois que viram que ele estava baleado, o João Pedro foi levado para dentro do helicóptero que estava pousado no campo. Depois disso, ninguém teve mais notícias”.

Tia de João

De acordo com o relato de um dos primos de João, que estava com o menino no momento em que a polícia jogou a granada na porta da sala onde se encontravam apenas crianças, todos deitaram no chão e levantaram as mãos, avisando os policiais de que não havia nenhuma ameaça no local.

“Todo mundo deitou no chão e Matheus viu os policiais entrando e se agachando no deck da piscina. A gente foi, deitou no chão e levantou a mão. Matheus começou a gritar que só tinha criança. Eles jogaram duas granadas na porta da sala, que é onde tava eu e João”.

Matheus – Primo de João

Ele ainda conta que os policiais atiraram muitas vezes na janela, quando João permaneceu imóvel, deitado. Assim que a polícia entrou na casa e checou os pulsos de João não permitiu que os familiares socorressem a criança, depois dos disparos.

“Eles deram muitos tiros na janela e saímos correndo pro quarto. Nisso, ficou Duda e João na copa, deitados. Os policiais entraram e mandaram todo mundo calar a boca, e vi João ainda deitado. Não tinha entendido o que aconteceu o policial viu a pulsação dele pra ver se tava vivo. Matheus e um amigo dele pegaram ele para levar pro carro. Nisso, escutamos Matheus gritando, e os policiais deram tiro nele enquanto ele tava levando João pro carro, pro helicóptero pegar ele ”

Matheus – Primo de joão

Confira o relato do primo no Twitter:

Witzel não engana ninguém. Sua política é genocida, independentemente do fato de seguir as orientações médicas acerca da pandemia – nisso o governador não faz mais que a obrigação. Não é atoa que estamos revoltados. Nas palavras do pai de João Pedro, dirigidas a Witzel: “A sua polícia matou uma família completa, matou um pai, matou uma mãe, matou uma mãe e o João Pedro. Foi isso que a sua polícia fez com a minha vida.”.