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O Limce apresenta Papo Reto: Rap e Poesia

O Limce apresenta Papo Reto: Rap e Poesia
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Rapper O Limce convida Thiago Elniño, DJ Will Ow e Andréa Bakdará para a série de lives Papo Reto: Rap e Poesia.

Apesar de ser um ritmo amplamente difundido pelo mundo, a palavra rap vem da sigla em inglês que significa rhythm and poetry, ou ritmo e poesia. Com o objetivo de investigar, debater e trazer à tona o ritmo, a poesia e todos os movimentos do rap brasileiro – especialmente do Rio de Janeiro – o rapper carioca O Limce vai promover em seu Instagram (@olimce) a série de lives “Papo Reto: Rap e Poesia”, três encontros virtuais com grandes convidados nos próximos domingos: 13, 20 e 27 de setembro, às 14h.

Cada papo vai trazer uma perspectiva diferente relacionada ao rap e à poesia brasileira. O rap como ferramenta de opinião e discurso será o tema da conversa com o DJ Will Ow, estreando as lives dia 13/09, às 14h. O resgate à ancestralidade pela música será o assunto da conversa com o rapper carioca e um dos expoentes do novo rap brasileiro, Thiago Elniño, no dia 20/9, às 14h. Encerrando os encontros, a poeta, cantora, compositora e integrante do Slam das Minas RJ, Andréa Bak vai conversar com O Limce sobre o ritmo como ferramenta de protesto e resistência.

Mais do que conversas, as lives são um convite para um amplo diálogo e troca de experiências com o público. Basta se conectar e participar!

“Papo Reto: Rap e Poesia” é um dos 1.500 projetos contemplados pelo edital emergencial #CulturaPresenteNasRedes, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que selecionou ideias de realizadores e produtores de cultura do Estado do Rio de Janeiro.

– É curioso pensar que falamos de rap o tempo todo, mas não nos damos conta de que é uma palavra que tem sua origem no inglês. Assim, o objetivo das lives é, claro, falar de música e de poesia, mas também jogar luz sobre o rap como algo nosso, bem brasileiro e que traduz os nossos sentimentos – explica O Limce, que faz rap desde 1994 e que acaba de lançar o álbum autoral, “1985”.

Confira a programação e saiba mais sobre os convidados:

– 13/09 – DOMINGO – 14H – O QUE É SER FORMADOR DE OPINIÃO NO RAP – O convidado é o DJ Will Ow, um dos principais DJs da cena black e rap carioca. Estudante de Ciências Sociais na UERJ, Will é integrante do grupo Antiéticos e traz em seu trabalho críticas sociais e um forte discurso sobre o orgulho negro e africano. Residente da festa Yolo Love Party, Will já abriu shows de Emicida, Negra Li, Maria Rita, Marcelo D2 e Ponto de Equilíbrio.

– 20/09 – DOMINGO – 14H – O RAP COMO RESGATE DA ANCESTRALIDADE – O convidado é o rapper de Volta Redonda, Thiago Elniño. Educador e com dois álbuns lançados, Elniño é um dos maiores talentos do ritmo e traz em suas potentes músicas, versos sobre a ancestralidade e a espiritualidade africana. Seu nome artístico, Thiago Elniño, veio da simbologia da alteração de temperamento drástica de um sujeito, hora tranquilo, hora extremamente agressivo no palco quando passou a participar de batalhas de MCs. O último trabalho de Thiago, o disco “Pedras, Flechas, Lanças, Espadas e Espelhos”, lançado em setembro de 2019, conta com participação de importantes nomes da música nacional como Luedji Luna, Tassia Reis e Rincon Sapiência e teve um alcance significativo, com shows por todo país e sendo apontado por muitos veículos com um dos melhores do ano.

– 27/09 – DOMINGO – 14H – A POESIA URBANA COMO GRITO DE RESISTÊNCIA – A convidada é a jovem Andrea Bak: cantora, compositora, poeta e formadora de opinião carioca. Andréa estuda Química na UERJ e está intimamente envolvida com movimentos sociais e de resistência. Bak ainda é integrante do grupo de rap Nefetaris Vandal e do coletivo de poetas do estado do RJ, Slam das Minas. Suas poesias estão publicadas em zines, livros e diversas compilações.

SOBRE O LIMCE: Rapper, poeta e compositor, O LIMCE é nascido Luciano Moreira Pinto, e criado em Duque de Caxias. O artista usa a linguagem urbana do rap para mostrar as mazelas sociais, as desigualdades, as inequidades e o retrato de um Brasil injusto. Autodidata, começou a escrever em 1994 quando ainda trabalhava na Construção Civil e auxiliava em diversos projetos sociais nas ruas de Caxias. Nessa mesma época, começou a se relacionar com o RAP. Incentivado pelos amigos, transformou seus textos em música e começou a criar beats. Hoje, com mais de mil textos escritos, O LIMCE tem um livro de poesias, ‘Cavalo de Troia’, publicado pela Editora Autografia. Na música, tem 4 álbuns lançados: ‘1985’ (2020), ‘Outra Dimensão’ (2020), ‘Showlivre’ (2020) e ‘Cavalo de Troia’ (2018), além de séries para o YouTube.

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