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Rapper MD é acusado de ameaça de morte e agressão

Brigas e diss do Rap, Rap Nacional

Rapper MD é acusado de ameaça de morte e agressão

Infelizmente hoje viemos aqui não para falar de algo bom na cena do Rap Nacional, de algum lançamento ou etc, mas sim de mais um caso de agressão e ameaça contra a mulher, que infelizmente é cada vez mais normal nesse nosso país e ao redor do mundo, onde poucas pessoas fazem com que isso comece a mudar.

E é bem triste ver que dentro dessa cultura que nós tanto amamos, que é o Rap, onde a mulher também vem crescendo e tomando seu espaço. Não podemos deixar passar em branco e agir como se nada tivesse acontecido.

O cantor Gabriel Medeiros, mais conhecido como MD na cena do Rap Nacional, já fez músicas com grandes nomes da cena, como a com a Gravadora 1Kilo, esses dias ele foi acusado pela ex namorada Brunna Freitas de ameaça de morte e agressão. Nesses dias, Brunna publicou nos stories em seu perfil do Instagram, alguns prints de conversas com o cantor, onde o mesmo ameaça bater nela, tal como: “Se tu brotar aqui é capaz de eu arrebentar você de porrada.. put* hipócrita… vou te quebrar se tu aparecer na minha frente filha.. lixo eu vou te matar.. aparece aqui que eu vou encher sua cara de bicuda”.

Segundo Brunna, tudo isso teria acontecido simplesmente pelo fato dela ter curtido uma foto no Instagram. E também não teria acontecido só com ela, outras meninas assim que viram os posts de Brunna, a chamaram mostrando também conversas do MD com elas.

Segue abaixo alguns dos prints postados pela Brunna, para que vocês possam ver a que nível chega o ser humano, chegar ao ponto de ameaçar a pessoa de morte e agressão por uma curtida em foto?! Ninguém é capaz de agredir ou tirar a vida de ninguém e infelizmente isso é cada vez mais normal contra as mulheres e não podemos deixar com que isso aumente.

Esse é mais um caso que infelizmente é bem capaz de passar batido pela justiça do nosso país, mas a questão aqui não é apenas a agressão e ameaças contra as mulheres dentro do Rap, mas sim no geral. Todos sabemos que milhares e milhares de casos como estes e/ou pior acontecem todos os dias e ninguém faz nada.

No ano passado, uma pesquisa feita pelo Datafolha, mostra que só em 2016, 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal, um total de 12 milhões de mulheres. Além disso, 10% das mulheres sofreram ameaça de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com algum tipo de arma. E ainda: 3% ou 1,4 milhões de mulheres sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos um tiro.

A pesquisa mostrou que, entre as mulheres que sofreram violência, 52% se calaram. Apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher e 13% preferiram o auxílio da família.

E o agressor, na maior parte das vezes, é um conhecido (61% dos casos). Em 19% das vezes, eram companheiros atuais das vítimas e em 16% eram ex-companheiros.

As agressões mais graves ocorreram dentro da casa das vítimas, em 43% dos casos, ante 39% nas ruas.

Assédio

O levantamento do Datafolha apontou que 40% das mulheres acima de 16 anos sofreram algum tipo de assédio, o que inclui receber comentários desrespeitosos nas ruas (20,4 milhões de vítimas), sofrer assédio físico em transporte público (5,2 milhões) e ou ser beijada ou agarrada sem consentimento (2,2 milhões de mulheres).

Os assédios mais graves aconteceram entre adolescentes e jovens de 16 a 24 anos e entre mulheres negras. Só entre as vítimas de comentários desrespeitosos, 68% eram jovens e 42% mulheres negras. Já em assédio físico em transporte público, 17% eram jovens e 12% negras.

Esse tipo de violência é visto por muita gente. Cerca de 66% dos brasileiros presenciaram uma mulher sendo agredida fisicamente ou verbalmente em 2016.

E, em vez de o cenário ter melhorado, a sensação da maioria dos brasileiros (73%) é de que a violência contra a mulher aumentou ainda mais na última década. A maior parte das mulheres (76%) acreditam no mesmo.

Confira o infográfico da pesquisa, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública:

Infográfico violência contra mulher

Essas foram algumas das informações coletadas numa pesquisa feita pelo Datafolha no ano passado, com dados de 2016, são dados extremamente alarmantes, nós não podemos agir como se nada tivesse acontecendo.